#psicopataadp
Aquele dia tinha sido muito tenso. Ela não estava conseguindo dormir. Já o seu marido, chegava a roncar ao seu lado. Olhou o relógio no criado mudo. Quinze para as quatro da manhã. Não aguentava mais, precisava tomar um ar. Levantou-se da cama com cuidado, para que ele não percebesse. Não se preocupou em calçar os chinelos. Abriu a porta do quarto sem fazer barulho, e seguiu o corredor em meio a escuridão. Desceu as escadas até a cozinha, acendeu a luz. Nisso, seu cãozinho despertou e foi até ela. Ela abaixou-se e passou a mão em sua cabeça. Abriu o armário e pegou um biscoito e deu a ele. Logo em seguida, colocou água na cafeteira. Sentou-se numa cadeira, enquanto o café não ficava pronto. Foi quando começou a imaginar, aquela cena trágica no final do dia.
Ela era Técnica em Enfermagem. Naquele dia, o Hospital onde trabalhava, estava parecendo um inferno. Era médico gritando de um lado. Era enfermeira xingando do outro. Era paciente queixando-se de dor. Sua cabeça já estava prestes a explodir. Foi quando o Enfermeiro Chefe pediu que ela fosse até a sala de Necropsia, e entregasse uns documentos ao novo estagiário. Ela pegou os papéis e seguiu o corredor. Sua cabeça latejava e o cheiro de remédio junto ao desinfetante barato, estava lhe dando enjoo. Assim que chegou no corredor onde ficava a sala, havia silêncio. Bateu na porta. Ninguém respondeu. Então a abriu e entrou. Parecia não haver ninguém. O ar ali dentro era mais gelado do que lá fora. Pelo menos era o que parecia. Na sala, tinha apenas duas mesas. Uma tinha um corpo coberto com um lençol branco. Apenas os pés estavam descobertos com uma etiqueta de identificação. Do lado, tinha uma mesa com vários instrumentos cirúrgicos. Em outro canto, ficava as "gavetas", onde guardavam os corpos depois de examinados. E perto da porta ficava a mesa onde colocavam a papelada, e tinha também uma porta. Uma pequena dispensa para guardar materiais de limpeza. Olhou de um lado para o outro e nada do infeliz do enfermeiro. Então resolveu deixar os papéis em cima da mesa, quando viu a porta se fechar. Lá estava ele com um sorriso de idiota nos lábios. Ela não falou nada, apenas fez um gesto com a cabeça em direção a mesa. E quando estava indo em direção a porta, ele bloqueou sua passagem. Ela não gostou nenhum pouco daquilo. Ele foi se aproximando, e ela recuando. Até que esbarrou na mesinha que estava com os instrumentos. Sem ele perceber, ela pegou um bisturi. E quando ele chegou mais perto, ela deu um sorriso meio de lado e com um simples movimento, enfiou o objeto em seu pescoço, atingindo a jugular. Ele arregalou os olhos e levou as mãos ao pescoço. O sangue jorrava. Caiu sentado no chão. Ela se afastou e ficou observando ele se debater. Minutos depois, já não respirava. Aproximou-se dele para ter certeza. Morreu com os olhos e a boca aberta. Bem feito, quem mandou se aproximar. Com um sorriso alienado, foi até o armário e pegou alguns lençóis. Em seguida, foi até as gavetas. Abriu a ultima debaixo para ver se estava vazia. Nenhum corpo, que dizer, até agora. Foi até o idiota e arrastou seu corpo até sua nova residencia. Com um pouco de esforço, conseguiu colocar ele lá dentro. Depois, com os lenções que pegou, limpou a sujeira e jogou dentro de um cesto. E antes de fechar a porta, deu uma ultima olhada naquela sala . E mais uma vez, um sorriso maligno brotou em seu rosto . Essa foi uma cena trágica... trágica para aquele idiota. Já para ela, era o começo da diversão...
Ela era Técnica em Enfermagem. Naquele dia, o Hospital onde trabalhava, estava parecendo um inferno. Era médico gritando de um lado. Era enfermeira xingando do outro. Era paciente queixando-se de dor. Sua cabeça já estava prestes a explodir. Foi quando o Enfermeiro Chefe pediu que ela fosse até a sala de Necropsia, e entregasse uns documentos ao novo estagiário. Ela pegou os papéis e seguiu o corredor. Sua cabeça latejava e o cheiro de remédio junto ao desinfetante barato, estava lhe dando enjoo. Assim que chegou no corredor onde ficava a sala, havia silêncio. Bateu na porta. Ninguém respondeu. Então a abriu e entrou. Parecia não haver ninguém. O ar ali dentro era mais gelado do que lá fora. Pelo menos era o que parecia. Na sala, tinha apenas duas mesas. Uma tinha um corpo coberto com um lençol branco. Apenas os pés estavam descobertos com uma etiqueta de identificação. Do lado, tinha uma mesa com vários instrumentos cirúrgicos. Em outro canto, ficava as "gavetas", onde guardavam os corpos depois de examinados. E perto da porta ficava a mesa onde colocavam a papelada, e tinha também uma porta. Uma pequena dispensa para guardar materiais de limpeza. Olhou de um lado para o outro e nada do infeliz do enfermeiro. Então resolveu deixar os papéis em cima da mesa, quando viu a porta se fechar. Lá estava ele com um sorriso de idiota nos lábios. Ela não falou nada, apenas fez um gesto com a cabeça em direção a mesa. E quando estava indo em direção a porta, ele bloqueou sua passagem. Ela não gostou nenhum pouco daquilo. Ele foi se aproximando, e ela recuando. Até que esbarrou na mesinha que estava com os instrumentos. Sem ele perceber, ela pegou um bisturi. E quando ele chegou mais perto, ela deu um sorriso meio de lado e com um simples movimento, enfiou o objeto em seu pescoço, atingindo a jugular. Ele arregalou os olhos e levou as mãos ao pescoço. O sangue jorrava. Caiu sentado no chão. Ela se afastou e ficou observando ele se debater. Minutos depois, já não respirava. Aproximou-se dele para ter certeza. Morreu com os olhos e a boca aberta. Bem feito, quem mandou se aproximar. Com um sorriso alienado, foi até o armário e pegou alguns lençóis. Em seguida, foi até as gavetas. Abriu a ultima debaixo para ver se estava vazia. Nenhum corpo, que dizer, até agora. Foi até o idiota e arrastou seu corpo até sua nova residencia. Com um pouco de esforço, conseguiu colocar ele lá dentro. Depois, com os lenções que pegou, limpou a sujeira e jogou dentro de um cesto. E antes de fechar a porta, deu uma ultima olhada naquela sala . E mais uma vez, um sorriso maligno brotou em seu rosto . Essa foi uma cena trágica... trágica para aquele idiota. Já para ela, era o começo da diversão...
Lisa ( Tati Horonato, Psicopata 8)

Nenhum comentário:
Postar um comentário